Se quiser pôr a prova o caráter de um homem, dê-lhe poder. Abraham Lincoln. A tecnologia (da invenção da roda ao desenvolver de fontes de energia nucleares) parece evoluir numa dança entre a necessidade imediata de extinguir/mitigar os sofrimentos dos seres humanos e os anseios, cada vez mais visíveis, de equipara-los a deidades. Dessarte, o avanço tecnológico chegou ao ponto de não mais tentar adaptar-nos ao ambiente, mas fazer, com o intuito de garantir uma falsa segurança, com que o ambiente se adapte a nós. O autor afirma que os membros da “elite ínfima e poderosa”, a principal fonte de investimento em pesquisas e modernização, não consideram mais uma prioridade modificar ainda mais o meio ambiente a nosso bel prazer. Ao contrário, eles acham mais efetivo investir em métodos e utensílios que viabilizem a sobrevivência deles numa terra semi-devastada (ou até mesmo em outro planeta). Desse modo, é observado um quadro (quase cômico) de um retor...